sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Reforçando a idéia com Gilles Lipovetsky

Para afirmar e reforçar esse meu texto: http://devaneiodepaola.blogspot.com/2009/12/moda-de-rua-reflexao-sobre-um.html , decidi compartilhar um dos melhores trechos do livro "O império do efêmero" de Gilles Lipovetsky . O livro todo é incrível , recomendo para todos que gostam de sociologia, filosofia , moda e cultura em geral.


"A moda produz inseparavelmente o melhor e o pior, a informação 24 horas por dia e o grau zero do pensamento cabe a nós combater, de onde estamos, os mitos e os a priori, limitar os malefícios da desinformação, instituir as condições de um debate público mais aberto, mais livre, mais objetivo. Dizer que o universo da sedução contribui para a dinâmica da razão não condena ao passadismo, ao "tudo dá no mesmo", a apologia beata do show biz generalizado. A Moda é acompanhada de efeitos ambíguos; o que temos de fazer trabalhar para reduzir sua inclinação "obscurantista" e aumentar sua inclinação "esclarecida", não procurando riscar num traço o strass da sedução, mas utilizando suas potencialidades liberadoras para a maioria. O terminal frívolo não pede nem a defesa incondicional, nem a excomunhão de sua ordem; se o terreno da Moda é favorável ao uso crítico da razão, faz eclodir igualmente o exílio e a confusão do pensamento: muito está por corrigir, legislar, criticar, explicar interminavelmente; a astúcia da desrazão de moda não exclui a inteligência, a livre iniciativa dos homens, a responsabilidade da sociedade sobre seu próprio futuro."



" No filme acelerado da história moderna, começa-se a verificar que, dentre todos os roteiros, o da Moda é o menos pior."

Trecho do livro "O império do efêmero, a moda e seu destino nas sociedades modernas" de Gilles Lipovetsky .

sábado, 2 de janeiro de 2010

Vi sempre o mundo independentemente de mim.

Contudo

Contudo, contudo,
Também houve gládios e flâmulas de cores
Na Primavera do que sonhei de mim.
Também a esperança
Orvalhou os campos da minha visão involuntária,
Também tive quem também me sorrisse.
Hoje estou como se esse tivesse sido outro.
Quem fui não me lembra senão como uma história apenas.
Quem serei não me interessa, como o futuro do mundo.

Caí pela escada abaixo subitamente,
E até o som de cair era a gargalhada da queda.
Cada degrau era a testemunha importuna e dura
Do ridículo que fiz de mim.

Pobre do que perdeu o lugar oferecido por não ter casaco limpo com que aparecesse,
Mas pobre também do que, sendo rico e nobre,
Perdeu o lugar do amor por não ter casaco bom dentro do desejo.
Sou imparcial como a neve.
Nunca preferi o pobre ao rico,
Como, em mim, nunca preferi nada a nada.

Vi sempre o mundo independentemente de mim.
Por trás disso estavam as minhas sensações vivíssimas,
Mas isso era outro mundo.
Contudo a minha mágoa nunca me fez ver negro o que era cor de laranja.
Acima de tudo o mundo externo!
Eu que me agüente comigo e com os comigos de mim.

Álvaro de Campos, um dos heterônimos de

Fernando Pessoa

(1888-1935)

“Vi sempre o mundo independentemente de mim”, esse trecho me pegou, sinceramente estou há dias a pensar sobre isto, a primeira reação foi de identificação, porém cheguei à conclusão que não há como acreditar cegamente que vejo o mundo independente de mim, afinal se estamos presos a alguém esse alguém somos nós e nossos símbolos.

Fernando Pessoa em sua heteronímia (artifício de multiplicar-se em outros poetas com características tão próprias) se fazia Fernando Pessoa(s). “Vou mudando de personalidade, vou enriquecendo-me na capacidade de criar personalidades novas, novos tipos de fingir que se pode compreendê-lo.” Em Drama em gente assinado como Reis.

Para ver a vida como um todo é necessário o distanciamento de sí. Quebrar paradigmas, simbologias e tradições, pelo menos na sua cabeça por um breve momento, é isto que os atores, poetas, roteiristas, diretores, etc fazem em seu processo criativo. Porém essa tentativa de se desprender de si é muito útil na vida comum, para compreender o outro.
Fingir é conhecer-se, não há uma ordem de verdade no mundo.

“O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.”
Reis, um dos heterônimos de

Fernando Pessoa

A única maneira de brincar com a vida se transformar em outros é transcender pela arte, realizar esse feito, se desprendendo de todo o seu eu.

As crianças por estarem em fase de formação têm uma visão muito mais pura do mundo do que os adultos, por isso a facilidade da imaginação as brincadeiras, as fantasias, não podemos perder a pureza do olhar infantil de estar no mesmo lugar que passamos todos os dias observar o mesmo porém atento aos detalhes, assim sempre encontraremos algo novo, por que sempre estamos muito ocupados, preocupados, centrados em si não podendo olhar o mundo em volta , é como se tivéssemos uma nuvem de fumaça nos olhos. Além do visual, por que não também se aprofundar ao observar e se atentar aos detalhes humanos? Quem é ? O que está pensando?” Analisar suas feições, vestimentas e vê-lo como ser humano e não mais um “objeto da cidade”.

Em “ O estranho caso do cachorro morto” de Mark Haddon, a personagem principal Christopher Boone é autista, e repara em tudo em cada singularidade de um novo ambiente : “É por isso que não gosto de lugares novos... Mas a maioria das pessoas é preguiçosa. Elas nunca olham todas as coisas. Elas fazem o que é chamado olhar de passagem que quer dizer que elas vêem uma coisa mas não a enxergam, de verdade. E a informação que entra na cabeça delas é realmente muito simples.” A personagem explica que se está em um lugar novo repara em cada nova informação visual, o que chega a perturbá-lo pois é muita informação nova. Mas essa idiocrasia da personagem e os heterônimos de Fernando Pessoa me fazem querer cada vez mais me desprender de mim para sempre olhar o mundo de um novo modo, mesmo que seja sempre a mesma paisagem, a mesma pessoa, a mesma cidade, sempre há nova informação para aprofundarmos.

Esse é meu desejo para o começo de um novo ano! Vamos observar mais atentamente a vida, como algo novo nunca vivido, nunca visto, mais pureza no olhar, observar mais quem você já conhece para compreendê-lo melhor!

Feliz 2010!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Moda de rua , reflexão sobre um comportamento.

Limpem seu olhar antes de ler. Se desprenda de questões morais. Abra sua mente. Escrevi com pureza.


Hoje andando nas ruas reparei que as moças de classe humilde, apesar de não terem um corpo ideal de beleza contemporâneo se vestem no geral de forma muito sexy, com calças baixas, blusas justas e decotadas.

Sabendo que moda é comunicação, uma roupa justa, apertada, decotada transmite uma imagem sexy, dentro desse conceito sexy é um termo muito pessoal, pois o que é sexy para mim pode não ser sexy para o outro. Mas fato é que a indústria e a mídia de moda não consideram sexy uma “mulher fruta” por exemplo ela é considerada vulgar e a linha que separa o sexy do vulgar é como a diferença entre o erótico e o pornográfico.

O interessante não é analisar a parte fashion dessa situação, o que me instiga é o comportamental, com um olhar distante, sem considerar questões mais profundas sociológicas conclui algumas idéias iniciais sobre o assunto.

Apesar do conhecimento ser o único meio de se salvar nessa vida, “A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos.” - Freud. Nesse caso este pode deturpar a liberdade, visto que as pessoas mais simples que não tem acesso a cultura de moda, parecem a meu ver, se sentirem bem com seus corpos, ao ponto de estar fora do peso e usar roupas que para a indústria é considerada de público magro adolescente.

Por outro lado, a maioria das mulheres com acesso a informação teórica de moda, vêem como algo “proibido” estar acima do peso e usar uma calça legging branca justa, por exemplo, pois de acordo com as regras de etiqueta isso é considerado vulgar, inadequado.

E assim pergunto qual é a verdade? A verdade que a mídia impõe, padrão magro, alto e nórdico? Um ponto que me interessa é: as modelos tudo podem, quem acompanha os desfiles, viu que no inverno 2010, os corpos estavam mais amostra, micros continuam em alta e as lingeries não mais ficam escondidas por baixo da roupa.

Tudo é permitido, dentro do contexto estético da mulher alta e esquelética, se você não está no padrão, não pode usar micro, mesmo com as pernas em dia. No mundo da moda isso é regra, quem acompanha quem estuda sabe, mulheres de pernas grossas não podem usar micros. E não é a questão estética de feio ou bonito, compreendo que não é agradável ver pernas feias mal cuidadas de fora, porém dentro das “regras”, Sabrina Sato e suas torneadas e belas pernas, supostamente não deve usar micros por que no seu padrão de corpo isto é vulgar. Gloria Kalil que me desminta.

A conclusão que chego, é que mulheres muito magras podem mostrar livremente seu corpo por que esse é um padrão que não inspira sexo e mulheres mais carnudas não devem mostrá-lo. Isso demonstra que o que é condenado não é apenas a roupa inadequada e sim a imagem sexual, o sexo em si.

Vivemos uma era paradoxal, enquanto a maioria dos estilistas escolhem as modelos magras por um motivo que vejo uma justificativa; modelos são cabides e como cabides não podem chamar mais atenção que a roupa; muitas campanhas publicitárias tem um enfoque erótico, com as mesmas modelos de corpo adolescente , pois sexo vende.

A mídia é o lugar onde a mulher é mais exposta nesse sentido, só que na vida real no geral, as pessoas condenam atitudes e vestimentas que inspirem sexo.
Sexo vende, todo mundo consome e gosta, mas é vulgar, feio, inadequado.

Voltando as moças de baixa renda que não tem vergonha de seus corpos, será que elas são muito mais desprendidas do seu tipo físico do que a mulher que tem acesso a informação?Apesar de ter afirmado que sim, acredito que a resposta seja ampla e bem complexa, mesmo se eu quisesse não conseguiria dissecar todo o prisma que envolve a questão.

Uma resposta óbvia e um pouco preconceituosa é que por terem menos cultura e somente acesso a TV aberta, quando vêem mulheres semi nuas em todos os programas agindo naturalmente como se nossa sociedade fosse liberal assim, elas acreditam nisso e se influenciam, ao oposto disso a mulher culta compreende que nossa sociedade é machista e aquele tipo de comportamento é considerado vulgar, inadequado e por ter mais informação de moda, sabe qual é o padrão e que se estiver fora dele está excluída de utilizar uma roupa mais ousada.

Não estou afirmando que quem mostra seu corpo se sente melhor do que alguém que o esconde, entendo que se vestir de forma recatada é escolha. A pessoa se sente bem consigo independente se o expõe ou não.

O que fica para mim dessa reflexão é que, sobre esse ponto de vista singular as mulheres sem informação às vezes são mais livres do que as que têm informação por estarem presas as regras.

Observei essa questão descartando pormenores, vendo o quadro de uma forma geral, como quem olha de fora, como se eu não participasse da nossa sociedade, extraterrestre que pouco sabe das nossas malucas regras sociais, apenas vi o lado natural do ser humano, sem considerar moral e amoral. Tentei também me manter longe de todas as justificativas psicológicas para tais e tais comportamentos.


A roupa é a casca o que importa é o conteúdo.

Espero que tenham curtido a viagem!

Estou sempre pronta a mudar de opnião.

Paola Perazza.

Um pouco mais do mesmo aqui http://www.gengibre.com.br/perfil/polzza

domingo, 8 de novembro de 2009

Neandertal

Só os gênios conseguem se aproximar do inconsciente, transformá-lo em consciente e comunicar-se com precisão toda a verdade do seu ser, através das artes, literatura, cinema e moda. Não sei fazer isso, então abstraio em linguagem sumária o que sinto. A minha verdade apenas não foi bem traduzida mas garanto que é pura.

Sou apenas uma neandertal nesse mundo de Dostoievski, Clarice Lispector, Goethe, Picasso, Da Vinci, Niemeyer, Chico Buarque e tantos outros ...

Mas a essência é o que importa quando você deseja se expressar. Toda arte é válida.

E enquanto pláteia, eu admiro.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Roxo que não é Rojo.


Por dentro é colorido, tons alegres e doces. Mas a película de fora possui um certo tom de roxo. Nem lilás, nem violeta. Simples roxo.

A expressão da elegância e também da arrogância.

Roxo que significa força para esconder as fraquezas.

É o escudo, a película, a capa protetora. Necessária.

O recheio é sempre doce depois que se morde a casca amarga.
Sinto nisso o melhor sabor do mundo. É como a textura do cacau, o macio do marshmallow e o gosto da delicadeza.

Entender não é necessário. Não existe entendimento, nem tudo tem resposta, às vezes os padrões não existem.

Isso é um desafio aos limites e a tudo que foi imposto. Um desafio a lógica e a razão.
É puro, límpido , verdadeiro.

Ocupar o espaço além de mim, exceder fronteiras.
Ir além do que já vi.

Construir como verdade o que imaginei , mas nunca vivi.

"Alice no país das maravilhas" , "A Metamorfose" de Kafka e o Anticristo de Lars Von Trier. Enredos distintos, mas com uma sedutora semelhança: fuga dos padrões.

Termino o texto pela metade como sempre e dizendo : "Frases desconexas sempre têm o seu significado." Não que isso tenha haver com o que escrevi até agora, ou queira dizer algo.

Desconstruir para construir.

Ilustração: Paola P.

domingo, 16 de agosto de 2009

A idéia é o combustível e criar é o fogo.

Êxtase, emoção, tremeliques, a energia passa pelo corpo todo.

Essas sensações podem ser atribuídas a muitas ações humanas, como o sexo por exemplo. Mas a ação que estou descrevendo é o ato de criar.


Quando começa, não dá para parar, o tempo passa sem penar.


Diferente do prazer do sexo e da boa comida, criar congela o tempo e nos torna pelo menos naqueles instantes incontáveis, imortais.

Isto é : é a mais bela forma de transcender.


Fato. Vamos morrer.

Cura. Não há.

Prevenção temporária para essa angústia : criar.


Freud, denominou as maneiras criativas de expressão de sublimação , “ capacidade de um individuo expressar a angústia, a agressividade, as formas em conflito, de forma criativa. Sem multilá-las”

Em palavras chulas e curtas, quem não tenta ver a vida “cor-de-rosa”, acaba extravasando seu sentimento de outra forma e faz merda, invadindo indevidamente o espaço alheio.


Por isso levar arte, música, dança, literatura em uma região carente de cultura como uma favela, é muito vantajoso para toda a sociedade.

E sinceramente, acho preconceituoso meu discurso, pois infelizmente em todo o nosso ambiente social existem pessoas extravasando suas angústias de forma a agredir o próximo.

Seja apontando uma arma na sua cabeça, seja diminuindo verbalmente e gratuitamente outro ser humano.


“ A gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão e arte”.


Arnaldo Antunes transpôs claramente isto nessa letra. Nossa fome é muito maior do que as necessidades instintivas básicas. E é isso que nós difere dos outros animais.

Não adianta pão e circo pro povo, à carência é mais profunda! A maneira de lidar com as tensões pode resultar em algo produtivo ou desastroso.


Vá criar! Escreva, pinte, dance, ame a vida, se está com raiva escreva sobre isso, faça uma escultura destrutiva, se está amando grite para o mundo !!! Mesmo que ninguém te ouça, faça ! É como tirar um peso das costas! Até um desenho de qualquer jeito como esse meu vale! TENTE!


Seja sublime perante a sua vida!


Paola Perazza.


ps.

passou, criei meu texto. Me senti mais longínqua na minha existência. Sosseguei hehehe!



ps 2.

Indico super para quem gostou da idéia de se expressar ler esse texto da Gabi do "Big bag of dreams" muito bom, está lá uma maneira de extravasar! http://bigbagofdreams.blogspot.com/2009/08/dance-palavra-mais-bonita-no-ingles.html

sábado, 15 de agosto de 2009

Mamacita


Suave forte abraço,
Acalenta.
Traços delicados,
Imagem e coração doce.
Distância de gerações e cultura.
Sem abismos nos sentimentos.
Olhos que falam.
Afagos fraternos.
Lágrimas que rolam.
Amor não verbal.
O futuro que é comum a todos traz comoção.
O conselho a mim foi dito sem palavras.
“Aproveite a vida.”
Grande genetriz
Seu rebento, espelho de você
Valioso, graças a essa grande mulher.

Palavras , ínfimas diante da gratidão.

Te amo Mamacita.

Polzza

Oléo sobre tela por Paola Perazza, ano 2000
Para ouvir a narração : http://www.gengibre.com.br/perfil/polzza

domingo, 9 de agosto de 2009

Guido Crepax e a sua musa Valentina.


Guido Crepax, italiano e desenhista de histórias em quadrinhos. Criou em 1964 Valentina , sua musa.

Admiro Guido, pois ele era um verdadeiro amante das mulheres. Seus quadrinhos representavam a emancipação sexual feminina. Poucos homens amam as mulheres como Guido amava.

Esse trecho da história ilustra bem o quanto Guido nos admirava. Amar uma mulher está além de desejar seu corpo, o verdadeiro Don-Juan respeita todo o seu conjunto, admira o seu todo , corpo e mente, buscando o prazer mútuo .

" Independente, com seu inconfundível vestido tubinho, mas sem perder certo romantismo feminino, Valentina virara referência para garotas que lutavam para se libertar das amarras da submissão ao machismo e da culpa estabelecida pela maioria das religiões. Incorporara, enfim, a nova mulher que surgia, dona da sua vida e que não tinha pudores para fazer sexo."

Texto e imagem : Livro "Tentação a Italiana - um perfil dos mestres do erotismo contemporâneo" .Gonçalo Junior . Vinhedo- SP: Opera Graphica Editora, 2005 .

Proibido o uso de meias palavras.

O que você vê a sua frente? Meia pessoa ou uma pessoa inteira?
Pois respondo, uma pessoa completa é o que sou.
Então, não me venha apenas com metade.
Se apresente a mim por inteiro.

Se quiser ser malígno, seja.
Se quer saber o que penso, pergunte.
Se me quer, DIGA, agora.

Eu não sou lâmpada e nem você mariposa.

Não me oponho ao seu jogo por falta de interpretação.

Compreendo suas metáforas
Traduzo seus sinais .
Assimilo suas idéias.

Confronto-te, pois só os covardes e arrogantes utilizam indiretas.


Venha, chegue mais perto, seja completo.


Paola Perazza.


Para ouvir a narração : http://www.gengibre.com.br/perfil/polzza

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Murillo , o homem sem defeitos.



Apenas um homem é capaz de desvendar toda essa história.

Murillo , o homem sem defeitos.

Perfeito de rosto alvo e cabelos negros
Nariz de triângulo , pele de pêssego, barba de homem.
Olhos grandes que me olham famintos.

Sua altura é exata .
Meu número!

Pode deixar, que vou levar.

Embrulha pra viagem, por que é pra toda a vida.

Texto e ilustração: Polzza

Para ouvir a narração: http://www.gengibre.com.br/perfil/polzza

Um tanto bimbo e um tanto Sandy .



Sou Bimbo e também sou Sandy . Sou de Vênus e meu lado masculino é Dândi.


Escapista, realista, fútil e profunda.


Em busca de evoluir o cérebro e também em ter uma boa bunda.




Ilustração e texto: Polzza

Para ouvir a narração: http://www.gengibre.com.br/perfil/polzza

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Uma tela em branco

Para ouvir a narração: http://www.gengibre.com.br/perfil/polzza


Uma tela em branco é assim que toda mulher deveria se ver,

Nós mulheres já nascemos muito mais completas


Nosso rosto é mais bem feito,

O corpo é mais orgânico temos formas, temos charme.


Uma tela em branco.


Estude suas proporções

Se olhe no espelho se imagine como uma obra prima.


Uma tela em branco.


Pinte os olhos,

Se inspire.

Se você já é uma artista, entende de composições de formas e de cores , se veja como uma tela, se transforme.

Se é leiga não entende a arte, se torne uma artista, se encontre na sua melhor forma.


A roupa certa não é a roupa que está na modelo, não é a roupa que está na ultima tendência é aquela que vai ficar bem em você , que vai deixar o seu colo mais bonito, se essa for sua melhor qualidade.


A roupa certa vai deixar sua silueta mais interessante.

Se olhe no espelho, a sua pele, como é sua pele?

Quais são as suas cores? Qual é a cor dos seus olhos?

Tem olhos castanhos e os acha comuns? Não se engane, existem tons diferentes e interessantes de castanho.

Seus lábios são como ? finos? Rosados? Se estude.

Se olhe como se fosse um experimento. Nua.

Se goste, se ame, explore suas qualidades.

Você é uma tela em branco,

Não adianta querer parecer outra pessoa.


Aprenda.


Não adianta olhar para os padrões de beleza e se espelhar nisso .


Encontre a sua beleza, encontre em que tom e forma o seu cabelo vai ficar mais bonito, como valorizar o seus olhos, o que de melhor você tem no seu rosto, que vestes deixam sua silhueta mais interessante,

Toda mulher tem a sua beleza, aprenda a ver a sua beleza

E quando você entrar em um lugar e todo mundo parar e olhar para você,

você entendeu o que é se ver como uma tela em branco.

Todo dia somos apenas uma tela em branco prontas para a brincadeira.

Parece fútil, mas não é fútil, é uma arte.


Não pense em quem você quer ser, apenas seja quem você é.


Pois a imagem transcende.




E todas nós somos, uma tela em branco.


Paola Perazza

@PolZza

segunda-feira, 9 de março de 2009

Num dia claro de verão

Hoje, assisti ao filme "Num dia claro de verão" com Barbra Streisand e direção de Vicente Minneli, de 1970. Jack Nicholson faz uma pontinha no filme e tanto ele quanto a Barbra estão super novinhos. Eu adoro o Sir. Nicholson novinho ! Ele nunca foi bonito, nem galã, mas esse homem tem um charme !

Bom, essas fotos comparativas da Amy e da Barbra estão aqui por que no filme a semelhança está além da aparência física, está no olhar, eu nunca nem tinha notado que as duas são parecidas, mas ao ver Barbra novinha, reparei na semelhança.

Barbra mudou bastante, não tem mais esse rostinho de baby, se a Amy parar com a vida junkie que ela leva acredito que quando envelhecer vai se parecer com a titia Barbra.

Sobre o filme, para quem se interessou e quiser assistir, eu achei meio fraco, e tem umas partes que são tipo musical, o que me irrita , apesar de gostar da voz da Barbra não é meu tipo de filme , acho que vale mais pelo figurino e pelo Jack Nicholson ! rs!

Primeiro Devaneio

Devaneio: acto de devanear; sonho; fantasia; capricho da imaginação; quimera; delírio; desvario.

Não existe maneira melhor do que essa para descrever esse blog.

Bem vindos! Mi casa su casa.

Paola