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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Despedida
Sempre estou a me despedir de mim própria para acolher novidades.
A despedida se torna dolorosa quando não consigo transforma-la em soma.
E quando somo, não é estado de adeus nem de boas vindas, o que fica é o que sempre fui, mas não cabia.
E para caber tenho que ser grande.
Fonte das imagens: http://silhouettemasterpiecetheatre.com/
segunda-feira, 27 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
A queda
Plumava pelo ar em alta velocidade, meu barato velocittá. Sobre as rodas deslizava, pensava ser de aço.
Então apareceu à vala pedindo para ser desafiada. Voei alto, me senti planando no ar. Acordei do meu milésimo de segundo inconsciente; o corpo havia desligado a máquina de pensar, sobrou o instinto para me dar força física, com as mãos apoiadas no chão como quem faz flexões, meu nariz a um dedo do solo.
Não voei só cai.
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