Por outro lado, tenho um pouco de medo de gente que não respeita o ócio, medo dessa gente que não se deixa flutuar sabe? De nada adianta ter mil idéias com a cabeça tão suja que não cabem mais e nem se desenvolvem. Digamos que o ócio é a logística das idéias, natural, sem esforço, as põe para ninar, as coloca em caixinhas que se transformam em soluções. Quando dizem tempo é dinheiro penso “O que adiantam idéias sem soluções? Rapidez sem eficiência?” Por que não aproveitar algo tão útil e natural quanto o ócio e o lazer?
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Em defesa da preguiça
Por outro lado, tenho um pouco de medo de gente que não respeita o ócio, medo dessa gente que não se deixa flutuar sabe? De nada adianta ter mil idéias com a cabeça tão suja que não cabem mais e nem se desenvolvem. Digamos que o ócio é a logística das idéias, natural, sem esforço, as põe para ninar, as coloca em caixinhas que se transformam em soluções. Quando dizem tempo é dinheiro penso “O que adiantam idéias sem soluções? Rapidez sem eficiência?” Por que não aproveitar algo tão útil e natural quanto o ócio e o lazer?
sábado, 7 de agosto de 2010
Amor genérico
Eu me apaixono, me apaixono por você todos os dias. Me apaixono pelo modo que encara a vida. Pelo jeito que resolve os problemas ou como não se preocupa com eles.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Nada
Essa idiossincrasia não é nada que conheço, nada que você conhece. Queria ter visto isso em um filme, lido em um livro.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Gislaine e Maria
Vou contar o que sei da história de Gislane e Maria, eram melhores amigas, as duas tinham 7 anos de empresa, saiam juntas, dormiam uma na casa da outra, iam pra balada, trocavam confidências.
Havia uma funcionária antes de você chamada Clarissa, que estava tendo uns problemas no RH, queria, mas não conseguia registrar seu cartão de ponto, o RH sempre enrolava a funcionária, deixando para depois. E por isso Clarissa não recebia suas horas extras.
Gislane sabia do problema de Clarissa e por não gostar da menina, ria dela, tirava sarro pros outros. A fofoca do momento! No café só se falava disso, Gislaine dizia “ Você viu que a tonta lá não consegue nem liberar o cartão do ponto? É muito burra não é?” E assim sociabilizava, fazia amizades, tinha assunto. Todo mundo ia a sua sala para saber como que estava à história do cartão do ponto, da pata, como haviam apelidado a vítima.
Maria era ética e gostava da estagiária, não se envolveu no burburinho e nem recriminou a melhor amiga por toda aquela fofoca, não quis se meter. Gislaine achava estranha a indiferença. Quando ia pra copa fazer suas fofocas percebia que Maria ficava quieta e dava uma desculpa pra sair de fininho. Ficou incomodada com seu silêncio, um dia então resolveu perguntar diretamente para Maria o que ela achava de tudo aquilo; da pata atrapalhada; já iniciou a pergunta tirando sarro da tonta e rindo! Maria pensou, pensou, cautelosa disse sua opinião, de forma clara, voz calma, disse que achava que Clarissa estava certa e o RH errado e que tinha até ligado para a responsável para ajudar a menina, já que tinha mais tempo de empresa e influência.
Gislaine ficou incomodada disse “Então você vai defender ela? E não ficar do nosso lado?”. “Nosso” como se Maria tivesse que pensar como ela só por serem amigas, Maria disse que o RH estava sendo injusto, Clarissa não ganhava hora extra enquanto todos ganhavam e não concordava com isto.
Com o tempo Gislaine se afastou friamente de Maria e desde então não são mais amigas, tudo mudou, não se dão mais carona, não saem depois do trabalho, não dormem mais uma na casa da outra.
E eu, o que acho mesmo de tudo isso? Que Gislaine terminou a amizade não pelo fato da amiga não ter ficado do lado dela, não foi pelo silêncio de Maria e nem por ela ter ajudado Clarissa.
Gislaine se incomodou com a verdade, se incomodou com ela mesma, Maria ao ser ética e imparcial mostrou sutilmente a amiga que a maldade pela maldade não tinha senso, que ajudar Clarissa ao invés de rir tinha mais sentido. Fez Gislaine se confrontar com seus monstros e isso que doeu, olhar para dentro e perceber que estava errada. Não dessa forma racional que descrevi, pois se Gislaine percebesse isso racionalmente nunca teria começado as fofocas, em sua balança de interesses era melhor ter assunto com os colegas e ser sempre procurada por todos do que perceber o outro. Pensando sobre o caso em casa encontrava mil motivos para achar Clarissa uma pata, justificativas não faltavam em sua cabeça, pensou muito, não dormiu naquela noite, obsessiva precisava justificar para si o que tinha feito, precisava, pois no fundo sabia que estava errada.
E hoje Maria já esqueceu Gislaine não confia mais e depois de tanto tempo um ano passado, Gislaine sente falta da amiga e agrada sempre que pode.
Se Gislaine sente culpa por ter falado mal de Clarissa eu não sei, se percebeu que fez isto como escolha errada também não. Mas que sente falta da amiga sente, acredita que não precisava ter sido tão dura em um momento de discórdia.
Ética na visão do inconsciente.

domingo, 25 de julho de 2010
Ciclo de Paola
Aviso: Esse texto contém brutalidade e imposição em uma tentativa de comunicação com os que dormem.sábado, 24 de julho de 2010
Tarot
![]() Seu Arcano Pessoal é: 11 - A FORÇA (Rider Tarot: A Justiça) Palavras-Chave: Auto-Controle e Vontade Dirigida |
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Mudos no metrô.

No metrô minha voz não sai. Reparei que a de muitas pessoas também não.
O metrô é um ambiente mudo. Do indivíduo em sua ilha. Estamos ali todos juntos e todos sozinhos, mudos. Me descobri muda no metrô e percebi que tenho meus iguais.
A rotina nos transforma em seres ausentes dos espaços coletivos, muitos lêem livros ou ouvem músicas, o que faz o momento da viagem mais interior.
Para quem está acompanhado ou para quem nunca realiza aquele percurso, é diferente, mas os sozinhos que vivem a rotina não têm voz.
Novas formas de comunicação surgem, a movimentação do corpo para delimitar espaço; muito necessário nessa situação; as caretas se alguém estiver trancando a porta, o sorriso de gentileza quando você se levanta para alguém sentar. Olhares se encontram o tempo todo. Todos estão quietos, mas todos se falam. Se diz sim, se diz não, se diz tudo com o olhar, com o corpo. As palavras só são usadas em último caso para os surdos, não os surdos de audição, mas os surdos da sensibilidade. Dificilmente preciso dizer “vou descer, com licença”, geralmente o digo quando o outro está de costas e não pode “ouvir” meu gestual. No geral, não é por falta de palavras, que não se comunica no metrô. Ali impera a lei do silêncio, mas como ficamos parados, frente a frente por um certo tempo, é preciso comunicar, é impossível entrar no vagão e não reparar em pelo menos cinco pessoas, por mais insociável que você seja. É o lugar de comunicação em massa não-verbal mais interessante que conheço. Nos vagões as multidões são silenciosas, não em absoluto, mas comparado aos outros tipos de multidões como em um estádio, um show, uma manifestação ou uma festa.
O único momento de sons é quando as plataformas estão muito cheias e a balburdia se torna evidente, mas não é comunicação de individuo para individuo, é o “eu” que fala para a massa, gritos, brincadeiras, os muleques mais novos se divertem, pois podem berrar, brincar; são como sons da floresta; não necessariamente palavras, mas gritinhos. Essa situação é difícil de ser descrita, mas caso queira experimentar, sugiro estação Barra Funda as 18:30 horas e estação Sé as 18:00.
Para todas as outras situações descritas é só entrar no vagão e inevitavelmente se comunicar, sem palavras.
Excentricidade por Fiódor Dostoievski

Comentário resposta para o post “Exêntricidade”
http://bigbagofdreams.blogspot.com/2010/07/excentricidade.html
da minha amiga Gabi.
“Uma coisa é de crer, fica bastante evidente: trata-se de um homem estranho, de um excêntrico até. No entanto, a estranheza e a excentricidade mais prejudicam do que permitem chamar a atenção, sobretudo quando todo mundo procura unir particularidades e encontrar ao menos algum sentido comum na balbúrdia geral. Quanto ao excêntrico, o mais das vezes é uma particularidade, um caso isolado. Não é?
Mas se os senhores não concordarem com essa última tese e responderem: “Não é assim” ou “não é sempre assim”, é possível que eu até crie ânimo em relação à importância de meu herói Aliesksiêi Fiódorovitch. Porque não só o excêntrico “nem sempre” é uma particularidade e um caso isolado, como ao contrário, vez por outra acontece de ser justo ele, talvez, que traz em si a medula do todo, enquanto os demais viventes de sua época – todos, movidos por algum vento estranho, dele estão temporariamente afastados sabe-se lá por que razão.”
Aqui o autor descreve a excentricidade da personagem:
“Na infância e na juventude era pouco expansivo e até de poucas palavras, mas não por desconfiança nem por timidez ou soturna insociabilidade, e sim até bem pelo contrário, por outro motivo qualquer, por alguma preocupação como que interior, especificamente pessoal, que não dizia respeito aos outros, mas era tão importante para ele que o fazia como que esquecer do resto. Mas amava os homens: parecia ter vivido a vida inteira acreditando plenamente neles, e entretanto nunca ninguém o considerava nem simplório, nem ingênuo. Nele havia qualquer coisa que dizia e infundia (aliás, foi assim pelo resto da vida) que ele não queria ser juiz dos homens, que não queria assumir sua condenação, embora tomado amiúde de uma tristeza muito amarga. Nesse sentido, chegou mesmo a tal ponto que ninguém poderia surpreendê-lo nem assustá-lo, e isso acontecera até em sua mais tenra juventude.”
Fiódor Dostoievski .
( Os Irmãos Karamazov)
A descrição de Aliesksiêi Fiódorovitch me faz tomar como minha própria descrição esta. Como que pode um livro escrito em 1880 descrever uma pessoa nascida em 1984 nos mínimos detalhes? Eu sei, é só uma personagem, mas foi uma grata coincidência!
Dor na garganta.
Esse texto teve inspiração em dois filmes “Preciosa” e “A fita branca”.
Dor na garganta.
Assisti ao filme Preciosa; tocante e violento. O filme ficou ecoando na minha cabeça. Fui dormir pensando na história de sofrimento da personagem. E quantas histórias como estas não existem perto de nós e em nós, em maior ou menor escala. A violência moral esteve ou está em nossas vidas e quem passa a vida sem sofrer nenhuma violência física por menor que seja, é um grande sortudo.
Nesse momento quase sono, com a imagem da personagem e de todos os símbolos de violência, senti uma dor na garganta, não no centro, mas onde ficam nossos gânglios. Como se alguém me enforcasse.
Aos 10 anos fazia aula de vôlei e sempre treinava com a mesma menina, seu nome era Samanta, mas o apelido Shamu*, era muito mais popular que seu nome.
Ninguém gostava dela, por sua aparência física e seu jeito bruto; alta, forte e desajeitada, muito diferente dos outros para ser aceita. Eu era a única que fazia dupla com ela, não éramos amigas, não tínhamos nada em comum, ela jogava bem, então era assim.
Não lembro exatamente por que, mas um dia eu não quis fazer dupla com ela, e por esse motivo, ela violentamente pegou meu pescoço e quase me enforcou, lembro da cena, do rosto vermelho da raiva dela, que doeu muito e que não chorei. Apesar disso fiz a dupla mesmo assim, não sei se por medo, ou piedade, mas nesse mesmo ano desisti do vôlei.
Eu não lembrava disso, eu escondia de mim, por isso assistir a esse filme foi uma experiência além da história.
O motivo de eu ter associado o filme, da menina obesa a esse fato ocorrido na minha infância, esclareceu duas coisas para mim, por que quando nervosa eu sinto dor no pescoço, e por que eu tenho ojeriza a obesos. Sim, eu tenho preconceito com pessoas acima do peso. O mal que fizeram a Samanta a fez violenta, e sua violência contra mim me fez inconscientemente ter raiva de gordos.
O ciclo do mal completo.
O que me faz também relacionar minha história ao filme “A fita branca”. Que justamente expõe o mal e suas origens. “A fita branca” se passa antes da era nazista Alemã e o filme propõe a discussão da maldade na infância e o que isso pode desenvolver futuramente. No caso, apoio ao nazismo.
Bom, esse é um texto de confissões, absurdamente pessoais que se auto-justifica, pois exemplifica muito bem o ciclo do mal. É necessário termos consciência de que pequenos atos individuais podem fazer grandes estragos. Reveja seus atos diariamente com o simples conceito: “Isto faz mal a mim? Faz mal ao outro?” Se sua resposta for, “Não faz mal nem a mim nem ao próximo.” Siga, se for o contrário pare. Simples.
E por toda simplicidade afirmo, toda maldade é burra.
* Shamu, nome da orca do Sea World na Disney.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Meu amor.
Meu amor não é meu pai , não precisa me dar sustento. Não é meu objeto é meu alvo. Meu amor não é meu ego.
Eu não amo a expectativa de quem ele possa ser, eu amo quem ele é. Meu amor não é parte de mim, ele é minha extensão. Meu amor não sou eu duplicada ele é um indivíduo, único.
E assim eu o amo mais, por que amo sua liberdade.
Pour mon amour.
Escrito há um ano atrás, rabiscado em um pedaço de papel.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Particularidades- Experiências Virtuais.
Só se descobre o outro quanto este se permite. E eu adoro desvendar as pessoas, principalmente quando elas não contam suas histórias de forma linear, quando sabem se expressar de maneira espirituosa, me interessa desde os sapatos que escolhe, até as expressões desacompanhadas de palavras, a linguagem não verbal é sempre mais reveladora.
Descobrir alguém virtualmente é tão interessante quanto conhecer aos poucos ao vivo e funciona do mesmo modo, tem que haver paciência, a cada nova informação; que vem acompanhada de julgamentos; tem que esperar por novos sinais antes de atestar um veredicto. É o jogo da tolerância e da espera.
Quase um estudo cientifico, baseado na observação, frases, fotos de perfil, cada particularidade é um pedaço que se expõe, uma parte da história do outro.
Nunca me imaginei conhecendo pessoas pela internet, por que a forma que tinha isto no meu imaginário era muito bruta, direta e invasiva. As poucas experiências que tive na adolescência me fazem recordar do questionário que se faz na primeira conversa, nome, estado civil, que música mais gosta, onde mora se estudou ou estuda o que faz da vida, hobbies, etc. Por não estarem frente a frente, sem nem saber a reação do outro, sem nem senti-lo, já confessa que brigou com o melhor amigo, trai a mulher, que está carente. É muita informação fora do seu tempo, e não tem aquele sabor do mistério, a delícia de ler as entrelinhas (que sempre dizem muito mais do que qualquer discurso).
Mas aí eu entrei no twitter e lá me achei, não preciso falar de nada específico, não preciso revelar nada que não esteja afim e ainda vou desvendando os outros aos poucos. E aos poucos surgiu algo muito inusitado pra mim, amizades com pessoas da internet. E acho que estou aceitando isto tão bem, por que é como uma relação construída na vida real, aos poucos, sem invasão, sem devastação de espaços.
Bom, ou eu que encontrei as pessoas certas por pura sorte, e acabei atraindo o que eu desejava, relações espontâneas ao seu tempo, ou os humanos estão cada vez mais humanos e menos máquinas atrás do computador. Dizer isso em tempos de bulliyng on line parece absurdo, mas até o bulliyng anônimo é mais humano do que “ Oi quer conversar? Eu sou de São Paulo e você? Trabalho como engenheiro, tenho 33 anos e gosto de Blues”. Não é assim na vida real, só na balada, o que faz qualquer conversa tão brochante quanto chat de bate-papo. Aproximações brutas definitivamente não me servem.
E nesse tipo de construção de relação engessada fica muito mais fácil mentir, afinal você tem suas inseguranças com o estranho que está do outro lado da tela; como venho dizendo nesse texto; não leu seus sinais, não sabe com quem está falando, aí na hora que ele te pergunta algo intimo você mente claro, por que seria transparente com o estranho? Enfim, pode até ser que muita gente conheceu pessoas desse modo e deu super certo, mas tô falando da minha experiência e também acho que muita gente há muito tempo antes de mim faça amizades de um modo natural.
Claro que nem todas minhas experiências atuais em desenvolver uma amizade que tinha começado no twitter deram certas, tiveram aquelas conversas do tipo questionário do IBGE. E ainda tiveram tipos que acharam que por lerem o que eu escrevo me conheciam profundamente, até minha descrição sintética recebi; eu que me exponho o tempo todo, é só saber juntar as migalhas em forma de mensagens de 140 caracteres que deixo de mim; não é ele que é gênio com poderes sobrenaturais. Esse até me irritou por sua prepotência, confesso. Não chute a porta, bata antes de entrar.
Mas o que eu acho de legal e diferente de tudo isso é que as várias mídias sociais estão mudando o nosso modo de sermos humanos na máquina, estão nos aproximando e ajudando na comunicação, tornando tudo mais real, permitindo a subjetividade.
Sei lá, tô me sentindo super incluída no mundo Geek por isso, ser nerd não é mais pejorativo como era antigamente, nerd é o novo chique!
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Pensamento de cunho próprio.
Depois de tanto racionalizar, achou todos ironicamente previsíveis, em uma deliciosa gargalhada pode se acalmar por toda a vida.
Entendeu que precisava ter passado por aquilo para chegar então a segunda ironia, não é preciso racionalizar e sim sentir.
A terceira ironia que aprendeu é que não saberia sentir o outro tão bem se antes não tivesse racionalizado tanto.
Nunca desista de divagar.
Para ouvir: http://www.gengibre.com.br/perfil/polzza
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Bem nascida, bem casada. Bem invejada.
Vogue nº381 Edição de Aniversário Maio de 2010 , Carta Editorial.
“No fim do ano do ano passado, escolheu um tomara que caia Lanvin para seu casamento, invejado por parte das presentes. Bem nascida (ela é filha de Beto Sucupira, um dos donos da AmBev e das Lojas Americanas), bem casada, Helena poderia passar a vida sem grandes preocupações nem hora para fazer nada. Mas anda ocupadíssima, virando noites por conta dos preparativos para a segunda coleção da sua marca.”
“ Mulher maravilha. Uberelegante superinteligente e muito bem casada, Carol Andraus –Miranda só não é superlativa nos gestos delicados, tom de voz suave e closet calibrado”
Reflitam.
sábado, 15 de maio de 2010
Para quê serve a minha beleza?

Para quê serve a minha beleza?
Tiro a roupa para dormir, me olho no espelho de lingerie e penso “Para quê serve esse corpo?”. Não é uma pergunta onde espero obter respostas simples, preciso de respostas existenciais.
Não sou modelo, não tenho padrão de beleza para ser uma. Eu sou feia? Não sou eu quem pode responder, é o outro. Aí está o ponto.
Olhem o caso da sub celebridade norte americana Heidi Montag a moça que ilustra esse post. Ela era feia antes? Não! Mas se submeteu a várias intervenções cirúrgicas para chegar ao padrão “Barbie americano”.
Sou bonita, e aí? Para quê serve?
A beleza é útil sim, somos amantes da beleza. A beleza encanta, fascina. Serve de contemplação e distração, para o outro, mas para o dono da beleza, essa nunca vai ser tão importante quanto é para seu observador.
E o desejo de alguém que se transforma, como Heidi Montag é se ver tão bela, como o outro a enxerga. Só que aí está a armadilha, por que ela nunca vai sentir o desejo do outro, e é isso que o verdadeiro Narcisista espera, ele não deseja apenas ser amado, sua busca é em sentir o desejo do outro como se fosse seu, o inalcançável.
Por isso existem viciados em cirurgias plásticas, incompreendidos por parentes e pela sociedade, estão em uma procura infinita.
Então, quando percebo que nunca vou sentir o verdadeiro desejo, me pergunto “ Para mim, para quê serve a minha beleza?"
Para pensar, em letras miúdas e polêmicas:
O que uma mulher pode gerar com sua beleza? Filhos e dinheiro.
Respeito, admiração, inteligência, idéias próprias, auto-estima, felicidade, não podem ser adquiridos apenas com a beleza.
Filhos e dinheiro não vão necessariamente trazer" todo o pacote de realização."
Mais motivos que me fazem questionar para quê serve a aparência.



